
A aceleração exacerbada que vivenciamos desperta o desejo de resgate do nosso bem mais valioso e mais raro: o tempo.

O report "Em busca do Tempo Perdido" propõe uma jornada por três dimensões temporais que se entrelaçam e se influenciam mutuamente:
Resgatar o passado
Viver o presente
Criar o futuro

Viver o Presente
Em tempos em que o futuro é incerto, presença plena, hedonismo e consciência
refletem a priorização do momento presente.

Resgatar o Passado
Diante de transformações aceleradas, voltar-se a memória, ancestralidade e tradição é uma estratégia de sobrevivência.

Criar o Futuro
O futuro se mostra tanto como um campo de possibilidades quanto de riscos, mas, acima de tudo, é um espaço a ser desenhado – com novas narrativas, novas estruturas e novos sonhos.
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Forças Transformadoras
A ultra-digitalização, impulsionada pela busca incessante por eficiência e inovação, contribui para a desconexão das pessoas com atividades manuais, com o mundo físico e com as outras. Embora aumente a produtividade, pode levar à perda de habilidades motoras, à diminuição da sensação de realização que o trabalho manual proporciona e à crise de solidão.
Desmaterialização da vida

Em um contexto em que múltiplas crises – climáticas, econômicas, políticas e sociais – ocorrem simultaneamente e sem perspectiva de resolução, a sensação de instabilidade se torna parte da vida cotidiana. A falta de esperança no futuro leva muitas pessoas a abandonarem o planejamento de longo prazo, priorizando experiências que tragam gratificação imediata.
Policrise e Permacrise

Ferramentas de IA reconstroem imagens, restauram arquivos históricos e recriam vozes do passado, permitindo novos acessos à memória. Ao mesmo tempo, há o temor da manipulação da história e da perda de documentos físicos.
Perda da memória analógica

A digitalização do cotidiano permite acesso instantâneo à informação, mas também dilui referências culturais e desconecta as pessoas de suas origens. A sobrecarga de dados leva a uma sensação de superficialidade, aumentando o desejo por narrativas autênticas e memórias pessoais.
Desconexão identitária

A racionalização extrema da vida esvazia espaços de mistério e transcendência. Uma mercantilização das tradições, deixa os indivíduos em busca de significado num mundo cada vez mais transacional. A complexidade de um mundo em transição gera busca por respostas e por conexão, encontradas na espiritualidade, na religiosidade e em práticas ancestrais.
Desencantamento e vácuo de sentido

A exposição constante às telas e a um fluxo incessante de informaçõe, prejudica a atenção e compromete a capacidade de aprofundamento em pensamentos e relações. Estudos indicam que o tempo médio de atenção das pessoas vem diminuindo devido ao excesso de estímulos digitais.
Digital overload

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A construção do futuro demanda novas narrativas que inspirem esperança e ação, redefinindo estruturas por meio de movimentos coletivos e projetos colaborativos.
Nesse contexto, a tecnologia possibilita redes descentralizadas e economias alternativas, enquanto a cultura questiona discursos hegemônicos e abre espaço para perspectivas diversas.
Arte, literatura e tecnologia se integram para imaginar futuros regenerativos.
Novas estruturas, como as DAOs, emergem, trazendo experimentação em trabalho e convivência, com o desafio de equilibrar inovação e valores humanos, visando maior equidade, inclusão e sustentabilidade.
Baixe o report completo para conhecer oportunidades e desafios para marcas, instituições e pessoas nos próximos anos.
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